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PEC propõe cobrar IPVA pelo peso do veículo e limitar imposto no Brasil
Proposta quer mudar cálculo do IPVA e limitar cobrança a 1% do valor do veículo
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/26 pretende alterar profundamente as regras do IPVA no Brasil. O texto propõe que o imposto deixe de ser calculado com base no valor de mercado do automóvel e passe a considerar exclusivamente o peso do veículo.
A proposta, apoiada por 204 deputados federais, está em análise na Câmara dos Deputados e também estabelece um teto para a cobrança do imposto: o valor total do IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do automóvel.
Além disso, os estados poderão conceder descontos para veículos menos poluentes, incentivando modelos com menor impacto ambiental.
Como funciona o IPVA atualmente
Hoje, o IPVA é calculado pelos estados com base no valor de mercado do veículo, geralmente utilizando a Tabela Fipe como referência.
As alíquotas variam entre 1% e 4%, dependendo do estado e do tipo de automóvel. Em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a cobrança pode chegar a 4% do valor do veículo.
O que muda com a PEC 3/26
Caso a proposta seja aprovada, o modelo de cobrança passará por mudanças importantes:
Principais alterações previstas
- O cálculo do IPVA será baseado apenas no peso do veículo;
- O imposto ficará limitado a 1% do valor do automóvel;
- Estados poderão oferecer descontos para veículos sustentáveis;
- O objetivo é reduzir o impacto financeiro sobre proprietários de veículos.
Segundo os autores da proposta, o modelo atual seria injusto por tributar continuamente um bem que sofre desvalorização ao longo do tempo.
PEC também prevê limite para gastos públicos
Além das mudanças no IPVA, a proposta estabelece novos limites para despesas públicas.
Limite para publicidade institucional
Os gastos com publicidade institucional da União, estados, municípios, Ministério Público e demais órgãos públicos ficariam limitados a 0,1% da Receita Corrente Líquida.
Também ficaria proibida publicidade de caráter promocional ou pessoal.
Limite para Legislativo e Tribunais de Contas
A despesa total do Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmara Legislativa do DF e Tribunais de Contas não poderá ultrapassar 0,4% da Receita Corrente Líquida do ente federativo.
Caso os limites sejam descumpridos, os órgãos ficarão impedidos de:
- Criar novas despesas;
- Conceder reajustes;
- Contratar novos servidores.
Entidade de defesa do consumidor apoia redução do IPVA
Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o presidente da Proteste, Henrique Lian, defendeu mudanças na cobrança do IPVA.
Segundo ele, o sistema atual ignora critérios como:
- Impacto ambiental;
- Uso das vias públicas;
- Capacidade contributiva do cidadão.
O representante da entidade também argumentou que muitos veículos financiados ainda pertencem às instituições financeiras até a quitação total, mas o consumidor continua pagando o imposto normalmente.
Deputado defende compensação para estados
O deputado Kim Kataguiri, autor da proposta, afirmou que o texto prevê mecanismos para compensar possíveis perdas de arrecadação dos estados.
Entre as alternativas apresentadas estão justamente os cortes em:
- Gastos com publicidade institucional;
- Despesas do Legislativo e Tribunais de Contas.
Segundo o parlamentar, somente a limitação da publicidade institucional poderia gerar economia de R$ 6,5 bilhões aos cofres públicos.
Próximos passos da PEC do IPVA
A PEC 3/26 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara.
Depois disso, a proposta seguirá para:
- Comissão especial;
- Votação no Plenário da Câmara;
- Análise do Senado Federal.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa de ampla maioria para ser aprovado.
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Agência Câmara

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