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Imposto maior deve encarecer painéis solares no Brasil
Brasileiros que pretendem investir em energia solar residencial ou em sistemas de geração própria de eletricidade devem sentir um aumento significativo nos custos a partir de 2026. Isso ocorre devido à retomada gradual do Imposto de Importação sobre módulos fotovoltaicos, conduzida pelo governo federal.
O benefício fiscal, que reduziu ou zerou as alíquotas desde 2015, começou a ser desmontado nos últimos anos. Após atingir 0% em 2022, o imposto voltou a subir e poderá chegar a 25% para importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas em 2025 e 2026.
Fim de incentivos à energia limpa
A política de incentivo à transição energética, que incluía isenção de impostos para tecnologias limpas, começou a ser revista em janeiro de 2024. Desde então, o Imposto de Importação passou a ser reintroduzido de forma escalonada, seguindo um cronograma oficial do Executivo.
No caso dos painéis solares fotovoltaicos, cerca de 99% dos equipamentos utilizados no Brasil são importados, principalmente da China. Com o fim de regimes especiais, como ex-tarifários e isenções temporárias, as alíquotas passaram a variar entre 10,8% e 12%, com previsão de alta nos próximos anos.
Setor solar alerta para impactos econômicos
A elevação do imposto preocupa empresas e investidores do setor de energia solar, que registrou forte crescimento na última década justamente por conta do barateamento dos equipamentos.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a medida reduz a previsibilidade do mercado e pode frear novos projetos. A entidade estima que mais de 25 gigawatts (GW) em empreendimentos estejam sob risco de adiamento ou cancelamento, o que representa cerca de R$ 97 bilhões em investimentos e possíveis impactos negativos na geração de empregos.
Indústria nacional defende retomada do imposto
Por outro lado, representantes da indústria nacional defendem a política adotada pelo governo. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) afirma que a retomada do imposto é necessária para proteger fabricantes brasileiros frente à concorrência internacional, especialmente de produtos subsidiados.
A entidade argumenta que a medida pode estimular a nacionalização da cadeia produtiva, fortalecer a indústria local e ampliar a geração de empregos no país.
Por TMA Dicas – Fonte: Diário do Comércio
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