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Vírus Nipah acende alerta global sobre possibilidade de nova pandemia
Mais letal que a Covid-19 e citado como inspiração científica do filme Contágio, o vírus Nipah voltou ao centro do debate internacional após a confirmação de um novo surto na Índia, em janeiro de 2026. A doença, considerada prioritária pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reacende preocupações sobre riscos epidêmicos globais.
Novo surto na Índia amplia preocupação internacional
As autoridades de saúde indianas confirmaram cinco casos de infecção pelo vírus Nipah na cidade de Calcutá, no estado de Bengala Ocidental — uma área diferente dos focos históricos da doença. Entre os infectados estão médicos e enfermeiros, o que levantou suspeitas de transmissão entre humanos dentro de ambiente hospitalar.
Quase 100 pessoas foram colocadas em quarentena, e os pacientes estão internados em hospitais da região. Um deles apresenta estado de saúde crítico. Diante do cenário, países vizinhos, como a Tailândia, passaram a adotar triagem sanitária em passageiros vindos da área afetada.
Buscas por “vírus Nipah” disparam no Google
O avanço do surto fez o tema alcançar o topo das pesquisas online. Dados do Google Trends indicam que as buscas pelo termo “vírus Nipah” cresceram mais de 300% entre domingo (25/01) e segunda-feira (26/01).
O interesse também foi impulsionado por comparações com o filme Contágio (2011), cuja trama se baseou em características reais do Nipah para construir o vírus fictício apresentado na obra.
O que é o vírus Nipah
Patógeno prioritário da OMS
Descoberto em 1999, o vírus Nipah (NiV) é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. A OMS o classifica como um dos patógenos com maior potencial epidêmico, devido à alta taxa de mortalidade e à ausência de vacina ou tratamento específico.
A letalidade varia entre 40% e 75%, dependendo da rapidez do diagnóstico e da estrutura de atendimento médico disponível.
Reservatório natural
O principal reservatório do vírus são os morcegos frugívoros, popularmente conhecidos como raposas-voadoras.
Como ocorre a transmissão
A infecção humana pode ocorrer por diferentes vias:
→ consumo de frutas ou seiva de tâmara contaminadas por saliva ou urina de morcegos
→ contato direto com porcos infectados
→ contato com fluidos corporais de pessoas doentes, especialmente em ambientes hospitalares
A possível transmissão entre humanos é o fator que mais preocupa autoridades sanitárias neste novo surto.
Sintomas e evolução da doença
Os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de uma gripe forte:
→ febre
→ dores de cabeça
→ dores musculares
Em casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente para:
→ pneumonia atípica
→ insuficiência respiratória
→ encefalite (inflamação do cérebro)
A encefalite pode causar confusão mental, convulsões, coma e morte em até 48 horas após o agravamento do quadro clínico.
Existe vacina ou tratamento?
Atualmente, não existe vacina nem medicamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O tratamento é baseado em cuidados de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na manutenção das funções vitais do paciente.
Há risco para o Brasil?
Até o momento, não há registros de casos no Brasil. O surto permanece concentrado na Índia, sob monitoramento da OMS e de autoridades sanitárias internacionais.
Especialistas avaliam que o risco de disseminação global rápida é menor do que o observado na Covid-19, pois o vírus Nipah não se transmite facilmente pelo ar e exige contato próximo com fluidos contaminados.
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Estado de Minas

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