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MG registra 13,4 mil ataques de abelhas e 69 mortes em 3 anos; casos recentes acendem alerta
Minas Gerais registrou 13.471 casos de ataques de abelhas entre janeiro de 2023 e março de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
No mesmo período, 69 pessoas morreram, cenário que voltou a acender o alerta após duas mortes registradas em apenas uma semana neste mês de março.
Casos recentes chamam atenção
Os episódios mais recentes ocorreram em cidades do interior do estado:
▸ Em Rio Paranaíba, no dia 9 de março, um homem morreu após ser atacado por abelhas
▸ Já em Jordânia, no Norte de Minas, outro homem morreu na segunda-feira (16/3) após não resistir aos ferimentos
Número de casos cresce ano a ano
Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram uma tendência de alta:
◆ 2023: 3.918 casos
◆ 2024: 4.098 casos
◆ 2025: 4.586 casos (maior número da série)
◆ 2026 (até março): 869 casos
Mortes por ataques de abelhas
Em relação aos óbitos:
◆ 2024: 25 mortes
◆ 2023: 20 mortes
◆ 2025: 20 mortes
◆ 2026 (até março): 4 mortes
Cidades com mais registros
Quatro municípios concentram o maior número de notificações:
◆ Passos – 281 casos
◆ Varginha – 258 casos
◆ Belo Horizonte – 213 casos
◆ Paracatu – 208 casos
Perfil das vítimas
Os dados revelam maior impacto entre homens:
◆ 80% das mortes ocorreram entre homens
Faixas etárias mais atingidas:
◆ 65 a 79 anos – 20 mortes
◆ 35 a 49 anos – 13 mortes
◆ 50 a 64 anos – 11 mortes
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a maior letalidade está associada principalmente a idosos com doenças crônicas, como hipertensão e insuficiência renal.
Risco de ataques e prevenção
A SES-MG alerta que ataques costumam ocorrer quando há estímulos que deixam as abelhas agressivas:
◆ barulhos intensos e vibrações
◆ odores fortes
◆ roupas escuras
◆ tentativa de interferência em colmeias
A recomendação é não tentar remover colmeias por conta própria e acionar profissionais capacitados.
O que fazer em caso de ataque
Em situações de ataque, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Enquanto isso:
▸ manter a vítima em repouso
▸ retirar acessórios que possam apertar o corpo
▸ lavar o local com água e sabão
▸ remover o ferrão por raspagem (sem usar pinça)
⚠️ Evite práticas perigosas:
◆ não fazer torniquetes
◆ não realizar cortes
◆ não aplicar substâncias no local
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: O Tempo

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