O que é Leptospirose? Sintomas, transmissão, diagnóstico e prevenção da doença

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Leptospirose: sintomas, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção da doença

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A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela bactéria Leptospira, geralmente presente na urina de animais infectados, principalmente ratos. A infecção ocorre quando a bactéria entra no organismo por ferimentos na pele, mucosas ou até pela pele íntegra que permanece por muito tempo em contato com água contaminada.

O período de incubação da leptospirose pode variar entre 1 e 30 dias, sendo mais comum o surgimento dos sintomas entre 7 e 14 dias após a exposição.

A doença está diretamente relacionada a condições precárias de saneamento, presença de roedores e enchentes, fatores que facilitam a disseminação da bactéria no ambiente.

Em casos graves, a letalidade da leptospirose pode chegar a 40%, tornando fundamental o diagnóstico precoce e o tratamento imediato.

Como ocorre a transmissão da leptospirose

A transmissão da leptospirose acontece quando uma pessoa entra em contato com água, lama ou solo contaminados com urina de animais infectados.

Entre as situações de risco estão:

— contato com água de enchentes
— limpeza de lama após alagamentos
— exposição a esgoto contaminado
— ambientes com alta infestação de ratos

As inundações e alagamentos são fatores importantes para o aumento de casos da doença, pois permitem que a bactéria sobreviva por mais tempo no ambiente.

Sintomas da leptospirose

As manifestações clínicas da leptospirose podem variar desde casos leves até formas graves e potencialmente fatais.

A doença costuma apresentar duas fases clínicas:

Fase precoce da leptospirose

Os principais sintomas iniciais da leptospirose são:

febre alta
dor muscular intensa, principalmente na panturrilha
dor de cabeça
falta de apetite
náuseas e vômitos

Também podem ocorrer:

diarreia
dor nas articulações
vermelhidão nos olhos
fotofobia (sensibilidade à luz)
tosse

Em alguns casos mais raros, podem surgir:

manchas na pele (exantema)
aumento do fígado e do baço
aumento dos linfonodos

Fase grave da leptospirose

Cerca de 15% dos pacientes evoluem para formas graves da doença após a primeira semana de sintomas.

A manifestação clássica é a Síndrome de Weil, caracterizada pela tríade:

icterícia intensa (pele e olhos amarelados)
insuficiência renal
hemorragias

Outras complicações podem incluir:

Síndrome de hemorragia pulmonar

— tosse seca
— dificuldade respiratória
— escarro com sangue

Comprometimento pulmonar

— lesão pulmonar aguda
— sangramento intenso

Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA)

— insuficiência respiratória grave

Manifestações hemorrágicas

— sangramentos nos pulmões
— pele e mucosas
— sistema nervoso central

Nesses casos, pode ser necessária internação hospitalar imediata.

Diagnóstico da leptospirose

O diagnóstico da leptospirose é realizado por meio de exames laboratoriais, que identificam:

anticorpos contra a bactéria
— ou a presença direta da bactéria no organismo

Os exames são realizados nos Lacens, que fazem parte da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública.

Exames na fase precoce

Durante a primeira semana da doença, podem ser utilizados:

cultura bacteriana
PCR (detecção do DNA da bactéria)

Exames na fase tardia

Após o avanço da doença, os exames mais utilizados são:

ELISA IgM
teste de microaglutinação (MAT)

Também podem ser solicitados exames complementares, como:

hemograma
exames de função renal e hepática
radiografia de tórax
eletrocardiograma (ECG)
gasometria arterial

Doenças que podem ser confundidas com leptospirose

Devido ao amplo espectro de sintomas, a leptospirose pode ser confundida com outras doenças.

Entre os diagnósticos diferenciais estão:

dengue
influenza
malária
febre amarela
hantavirose
hepatites virais
febre tifóide
doença de Chagas

Por isso, a avaliação médica e os exames laboratoriais são fundamentais.

Tratamento da leptospirose

O tratamento da leptospirose deve ser iniciado assim que houver suspeita da doença, mesmo antes da confirmação laboratorial.

Nos casos leves, o tratamento pode ser feito em regime ambulatorial.

Nos casos graves, a internação hospitalar é necessária para evitar complicações.

Antibióticos utilizados

Na fase inicial da doença, são utilizados:

Doxiciclina
Amoxicilina

Nos casos graves, podem ser utilizados:

Penicilina G cristalina
Ampicilina
Ceftriaxona
Cefotaxima

⚠️ A automedicação não é recomendada. Ao suspeitar da doença, procure imediatamente um serviço de saúde.

Como prevenir a leptospirose

A prevenção da leptospirose envolve medidas de saneamento básico, controle de roedores e cuidados após enchentes.

Cuidados com água para consumo

— utilizar água potável
— consumir água filtrada, fervida ou clorada

Isso é importante porque enchentes podem danificar tubulações e contaminar a água.

Como limpar locais atingidos por enchentes

A lama de enchentes pode conter a bactéria da leptospirose.

Recomenda-se:

— usar luvas e botas de borracha
— retirar toda a lama
— lavar o local

Desinfecção com hipoclorito

Preparar a solução:

20 litros de água
2 xícaras (400 ml) de hipoclorito de sódio a 2,5%

Aplicar nos locais contaminados e deixar agir por 15 minutos.

Cuidados durante enchentes

— evitar contato com água ou lama de alagamentos
— impedir que crianças brinquem em água de enchente
— usar botas e luvas na limpeza

Caso não tenha luvas, podem ser usados sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.

Controle de ratos

Para evitar a proliferação de roedores, recomenda-se:

— manter lixo bem acondicionado
— armazenar alimentos corretamente
vedar caixas d'água
— fechar frestas em portas e paredes

A desratização com raticidas deve ser feita por profissionais capacitados.



Ubá confirma 1ª morte por leptospirose após enchentes


Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Ministério da Saúde

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