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Homem é condenado a mais de 53 anos por matar enteada de 1 ano e 7 meses em Matipó
Um homem foi condenado a mais de 53 anos de prisão pelo assassinato da própria enteada, de apenas 1 ano e 7 meses, em Matipó, na Zona da Mata mineira. A sentença determina prisão em regime inicialmente fechado, além de multa e indenização à família da vítima. O réu permanece preso e não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em 9 de setembro de 2024, quando o homem estava sozinho em casa cuidando da criança.
Segundo as investigações, o padrasto se descontrolou e passou a bater com a cabeça da criança na parede, provocando graves ferimentos. Em seguida, colocou a menina dentro de um móvel usado para guardar sapatos, onde ela permaneceu por um longo período até parar de chorar.
Crime aconteceu na presença de outras crianças
A acusação destaca que o crime brutal contra a criança aconteceu enquanto dois filhos do réu, então com 12 e 8 anos, estavam dentro da residência.
Ainda conforme apurado durante as investigações, nos dias 10 e 16 de setembro de 2024, o homem também teria ameaçado gravemente a mãe da criança, tentando interferir no inquérito policial que investigava o caso.
Júri reconhece qualificadoras e aumenta a pena
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Diogo Rangel solicitou o reconhecimento de quatro qualificadoras no crime de homicídio, o que aumentou significativamente a pena aplicada.
Entre os agravantes reconhecidos estão:
- Emprego de meio cruel
- Uso de recurso que dificultou a defesa da vítima
- Crime cometido por razões da condição do sexo feminino
- Homicídio praticado contra menor de 14 anos
Além disso, o Ministério Público também pediu aumento de pena pelo fato de o autor ser padrasto da vítima, o que configura agravante.
O promotor destacou ainda que as circunstâncias do crime deveriam ser consideradas mais graves, já que o assassinato ocorreu na presença de duas crianças, filhos do próprio denunciado.
Pena está entre as mais altas da região
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acolheu os pedidos da acusação e condenou o réu por homicídio qualificado e coação no curso do processo.
Com a decisão, foi fixada uma das penas mais severas já aplicadas em casos de homicídio na região, totalizando mais de 53 anos de reclusão em regime fechado, além de multa e indenização à família da vítima.
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Plox

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