📲Acompanhe as notícias no WhatsApp: <<<Notícias MG e Brasil 24h>>>
Operação Onipresença III investiga desvio de dinheiro público da saúde em Leopoldina
A Operação Onipresença III, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), cumpriu nesta segunda-feira (9) quatro mandados de constrição e indisponibilidade de bens no âmbito de uma investigação que apura desvio de dinheiro público da saúde nos municípios de Leopoldina e Além Paraíba, na Zona da Mata mineira.
A ação faz parte da terceira fase da operação e está relacionada a uma ação penal que investiga crimes de organização criminosa e desvio de recursos públicos destinados ao sistema de saúde.
Segundo o MPMG, quatro médicos anestesistas são acusados de integrar um esquema criminoso que envolvia manipulação de escalas médicas, realização de cirurgias simultâneas ou sequenciais e procedimentos eletivos durante plantões do SUS.
Hospitais conveniados ao SUS são alvo da investigação
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, as irregularidades ocorreram em serviços prestados nas seguintes unidades hospitalares:
— Casa de Caridade Leopoldinense
— Hospital São Salvador
As duas instituições são conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e integram a rede regional de urgência e emergência, sendo responsáveis pelo atendimento de pacientes com recursos públicos.
Investigação aponta manipulação de documentos e fraudes
As apurações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) indicam que os investigados agiam de forma organizada para viabilizar o esquema de desvio de recursos.
Segundo os investigadores, as práticas incluíam:
— Combinação de versões entre os envolvidos
— Falsificação e manipulação de documentos médicos
— Fraudes em escalas de plantão
— Ocultação de erros médicos
O MPMG também identificou emissão de atestados falsos utilizados para justificar ausências em plantões, sendo que uma das investigadas chegou a se autodenominar “rainha dos atestados”.
Denúncia aponta condutas graves contra pacientes
Durante a investigação, foram identificadas condutas consideradas extremamente graves.
Entre os fatos relatados pelo Gaeco estão:
— Um dos médicos teria sugerido ao filho, estudante de medicina, “treinar medicina entubando velhos sem dentes”, em tom de ironia.
— Outro investigado teria compartilhado imagem íntima de um paciente com um comparsa.
Segundo o Ministério Público, essas atitudes representam riscos à saúde e à vida dos pacientes atendidos nas unidades hospitalares investigadas.
Justiça determina bloqueio de bens e afastamento de médicos
Além da execução dos mandados de bloqueio de bens, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Entre as medidas determinadas estão:
— Compartilhamento das provas com o Conselho Federal de Medicina e Conselhos Regionais de Medicina
— Envio das informações à Gerência Regional de Saúde
— Comunicação às vítimas diretas e indiretas do esquema
Também foi determinado o afastamento dos médicos denunciados de qualquer hospital conveniado ao SUS, como forma de garantir a continuidade das investigações e proteger o interesse público.
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: MPMG

0 Comentários