Comissão aprova fim da escala 6x1 na Câmara - Saiba próximos passos

📲Acompanhe as notícias no WhatsApp: <<<Notícias MG e Brasil 24h>>> 

Comissão da Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas semanais

fim da escala 6x1, redução da jornada de trabalho, PEC jornada de trabalho, 40 horas semanais, Câmara dos Deputados, escala 4x3, Leo Prates, Erika Hilton, trabalhadores, PEC 8/25
Imagem: Reprodução

Comissão da Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala 6x1 aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos a 4, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

PEC prevê redução gradual da jornada de trabalho

Pelo texto aprovado, a mudança acontecerá em duas etapas:

  • Após 60 dias da promulgação da emenda, a jornada semanal cairá para 42 horas;
  • Depois de 12 meses, a carga horária máxima será reduzida para 40 horas semanais.

A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Relator unificou propostas sobre jornada de trabalho

A comissão aprovou o parecer do deputado Leo Prates para duas PECs que tratavam da redução da jornada:

  • PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes;
  • PEC 8/25, da deputada Erika Hilton.

A PEC 221/19 previa jornada de 36 horas após dez anos de transição, enquanto a PEC 8/25 propunha 36 horas semanais após um ano, com adoção da escala 4x3.

Texto mantém acordos coletivos e escalas especiais

O parecer aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como:

  • Escala 12x36;
  • Serviços essenciais;
  • Saúde;
  • Segurança;
  • Transporte;
  • Limpeza urbana.

O texto estabelece ainda que uma futura lei poderá regulamentar regras específicas para essas categorias.

PEC prevê regras para pequenas empresas

A proposta também determina que uma lei complementar defina regras específicas para:

  • Microempreendedores Individuais (MEIs);
  • Microempresas;
  • Empresas de pequeno porte.

Segundo o texto, as medidas deverão considerar a manutenção dos empregos.

Contratos públicos terão prazo de adaptação

Nos contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada passará a valer apenas após aditivo contratual, com prazo de até 12 meses para adaptação.

Já para profissionais de alta remuneração e qualificação, o controle de jornada deixa de ser obrigatório.

Deputados debateram impactos da proposta

Durante a discussão, 47 deputados se manifestaram sobre o tema.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido defenderá no plenário uma redução ainda maior da jornada, com adoção da escala 4x3.

Já o deputado Lindbergh Farias cobrou coerência de parlamentares que anteriormente defendiam uma transição mais longa e jornadas maiores.

A deputada Julia Zanatta afirmou que a redução pode aumentar custos para empresas e consumidores.

Em defesa da proposta, a deputada Sâmia Bomfim classificou a aprovação como uma vitória dos trabalhadores e movimentos sociais.

Erika Hilton diz que medida garante dignidade

Autora de uma das PECs, a deputada Erika Hilton afirmou que a aprovação representa uma resposta às jornadas exaustivas enfrentadas pelos trabalhadores brasileiros.

Segundo ela, a proposta garante:

  • Mais descanso;
  • Mais qualidade de vida;
  • Mais tempo para a vida pessoal.

Novo defendeu negociação livre entre patrões e empregados

Em voto separado, o deputado Gilson Marques propôs substituir o limite fixo de horas por um modelo de livre negociação entre empregadores e trabalhadores.

Segundo ele, uma redução obrigatória da jornada poderia aumentar custos operacionais e impactar os preços de produtos e serviços.

Próximos passos da tramitação

A proposta segue agora para análise do Plenário da Câmara antes de ser enviada ao Senado.


Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Agência Câmara

Postar um comentário

0 Comentários