📲Acompanhe as notícias no WhatsApp: <<<Notícias MG e Brasil 24h>>> 

Fiocruz produzirá medicamento de alto custo para esclerose múltipla

Fiocruz, esclerose múltipla, cladribina oral, Mavenclad, SUS, medicamento de alto custo, Farmanguinhos, tratamento da esclerose, Merck, EMRR

A Fundação Oswaldo Cruz passará a produzir no Brasil o medicamento de alto custo cladribina oral, utilizado no tratamento da Esclerose Múltipla e já distribuído pelo Sistema Único de Saúde.

Com a produção nacional, a expectativa é reduzir os custos de aquisição do medicamento e ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento.

Medicamento Mavenclad foi incorporado ao SUS em 2023

Comercializado sob o nome Mavenclad, o remédio foi incorporado ao SUS em 2023 para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa.

A medicação é indicada para pessoas que apresentam:

  • Surtos frequentes;
  • Progressão rápida da doença;
  • Falha na terapia de base.

Tratamento pode custar quase R$ 140 mil em cinco anos

Atualmente, o custo médio do tratamento por paciente é de quase R$ 140 mil ao longo de cinco anos.

A estimativa é de que cerca de 3,2 mil brasileiros convivam com a forma altamente ativa da doença.

No entanto, mais de 30 mil pessoas vivem no país com a esclerose múltipla do tipo remitente-recorrente, considerada a forma mais comum da enfermidade.

Entenda o que é a esclerose múltipla

A Esclerose Múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal.

A enfermidade pode evoluir de forma lenta ou rápida e causar diferentes níveis de comprometimento.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Cegueira;
  • Paralisia;
  • Perda de funções cognitivas.

Cladribina é tratamento oral de curta duração

A cladribina é considerada o primeiro tratamento oral de curta duração com eficácia prolongada no controle da doença.

Por isso, foi incluída na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde.

Estudos recentes apresentados no Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla mostraram que pacientes tratados com o medicamento tiveram redução das lesões neuronais em dois anos.

Outras pesquisas apontaram que:

  • 81% dos pacientes conseguiram andar sem apoio;
  • Mais da metade não precisou de outros medicamentos.

Produção será feita por Farmanguinhos em parceria com empresas

A parceria para produção nacional será firmada entre:

  • Instituto de Tecnologia em Fármacos;
  • Merck;
  • Nortec.

Segundo a diretora de Farmanguinhos, Silvia Santos, este será o primeiro medicamento produzido pelo instituto para tratamento da esclerose múltipla.

“A parceria reafirma o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a promoção do acesso a tratamentos inovadores, produzidos em território nacional”, afirmou.

Produção nacional deve fortalecer o SUS

O Instituto da Fiocruz concentra sua produção em terapias de alto valor, especialmente para doenças negligenciadas.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, as parcerias fortalecem os laços tecnológicos da fundação e destacam a importância estratégica dos laboratórios públicos.

Segundo ele, o objetivo é consolidar o Complexo Econômico e Industrial da Saúde, garantindo:

  • Sustentabilidade dos programas do SUS;
  • Redução de preços;
  • Geração de empregos especializados;
  • Manutenção da qualidade dos medicamentos.

Fiocruz também negocia novos medicamentos

A Fiocruz possui ainda outros dois acordos em andamento com a Merck envolvendo:

  • Produção da terapia betainterferona 1a para esclerose múltipla;
  • Desenvolvimento de medicamento para tratar esquistossomose infantil.

Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Agência Brasil