União Europeia reage a tarifas anunciadas por Trump
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| Foto: REUTERS/Stephanie Lecocq/File Photo |
A União Europeia convocou uma reunião de emergência neste domingo (18) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a aplicação de tarifas comerciais contra países europeus. A decisão aumentou a tensão diplomática entre Washington e o bloco europeu, especialmente por envolver a Groenlândia, território estratégico no Ártico.
O encontro ocorre em Chipre e reúne os embaixadores dos 27 países-membros da UE, com início previsto para as 17h (horário local), 12h no horário de Brasília.
Tarifas de 10% entram em vigor em fevereiro
Na sexta-feira (17), Trump confirmou a imposição de tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido e Finlândia. Segundo o presidente americano, a medida faz parte de uma estratégia de pressão relacionada à aquisição da Groenlândia.
O líder norte-americano também afirmou que, a partir de 1º de junho de 2026, as tarifas poderão subir para 25%, caso não haja avanço nas negociações.
Groenlândia no centro da crise diplomática
De acordo com Trump, as taxas permanecerão ativas “até que se chegue a um acordo completo e total para a compra da Groenlândia”. A iniciativa foi interpretada como uma retaliação direta aos países europeus que enviaram tropas à ilha ártica para reforçar sua defesa diante de uma possível ação militar dos EUA.
A Groenlândia possui alto valor estratégico por sua localização e recursos naturais, o que tem ampliado disputas geopolíticas nos últimos anos.
Países da Otan envolvidos no impasse
Todos os países afetados pelas tarifas, assim como os Estados Unidos, fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A aliança prevê defesa coletiva, o que torna o episódio ainda mais sensível no cenário internacional.
A escalada da crise levanta preocupações sobre impactos econômicos, diplomáticos e militares entre aliados históricos.
UE promete resposta conjunta
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, comentou o anúncio enquanto participava da assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, no Paraguai.
Segundo Costa, o bloco atuará de forma coordenada:
“A União Europeia será firme na defesa do direito internacional, especialmente em seu próprio território. Estamos organizando uma resposta conjunta entre os Estados-membros.”

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