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Ex-prefeito de Chácara é considerado foragido após denúncia do MP
O ex-prefeito de Chácara, Emerson Damião Duque, é considerado foragido da Justiça após ser denunciado por chefiar uma organização criminosa ligada à exploração de jogos de azar, prostituição e lavagem de dinheiro em Juiz de Fora e região.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, Duque é um dos principais alvos da operação Prenda-me se for capaz. Contra ele há mandado de prisão em aberto, e até a tarde de sexta-feira (13) ele não havia sido localizado.
Além do ex-prefeito, foram denunciados um advogado, um policial militar e outros integrantes apontados como participantes do esquema.
Investigação aponta obstrução de Justiça e vazamento de informações
De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava mecanismos sofisticados de obstrução de Justiça para dificultar investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
Um policial militar investigado teria repassado informações sigilosas ao ex-prefeito sobre operações em andamento. Já o advogado denunciado é apontado como colaborador estratégico, responsável por orientar ações para evitar a produção de provas e até elaborar denúncias falsas.
As defesas dos citados foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.
| Foto: Prefeitura de Chácara/Divulgação |
Como funcionava o esquema, segundo o MP
Conforme a denúncia, Emerson Damião Duque teria assumido a liderança da organização criminosa em dezembro de 2020. O ex-prefeito contaria com informantes que vazavam dados sobre operações policiais.
Em 2016, ele foi condenado em primeira instância por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos relacionados à eleição municipal. Duque comandou o Executivo de Chácara entre 2017 e 2020.
Papel dos integrantes denunciados
A denúncia do Ministério Público detalha a atuação de cada investigado:
Advogado investigado
O advogado Eider Cunha Tavares é suspeito de participar da elaboração de denúncias falsas contra um sargento da PM, orientar estratégias para frustrar a coleta de provas e intermediar pagamentos ilícitos.
Policial militar denunciado
O policial Carlos Leonardo Zamblute Martins é acusado de vazar informações sigilosas. Ele já havia sido condenado em outro processo por crimes como extorsão, usura e lavagem de dinheiro.
Outros envolvidos
Washington Elias Silva é apontado como braço operacional do grupo em estratégias de obstrução. Já Lucas Pereira Tavares teria vazado informações sobre uma operação policial de 2023 e administrado grupos de mensagens para compartilhamento de dados sigilosos. Por ser réu primário, ele responde ao processo em liberdade.
Posicionamento da PM e da OAB
A Polícia Militar de Minas Gerais informou que o policial investigado está preso e responde a processo administrativo demissionário.
Procurada, a Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Juiz de Fora, declarou que não comenta investigações ou processos judiciais em andamento, em respeito às suas atribuições legais.
Por TMA Dicas Fonte: G1
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