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Câmara aprova projeto que endurece punições para presos que ameaçam mulheres
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei nº 2.083/2022, que estabelece regras mais rígidas para presos condenados por violência doméstica que continuarem ameaçando vítimas. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que muda com a proposta
O projeto altera a Lei de Execução Penal e prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) para presos que:
- ameacem a vítima
- pratiquem violência contra ela ou familiares
- descumpram medidas protetivas
O RDD inclui:
- cela individual
- restrição de visitas
- limitação de banho de sol
- monitoramento de comunicações
Esse regime pode durar até dois anos.
Transferência e falta grave
A proposta também prevê:
- transferência do preso para outro estado em casos mais graves
- caracterização de falta grave caso o condenado se aproxime da vítima, mesmo em regimes aberto ou semiaberto
A medida se aplica inclusive durante saídas temporárias.
Base na Lei Maria da Penha
O texto reforça a aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, dispensando a necessidade de novo processo penal para punir o descumprimento.
Origem do projeto
A proposta é de autoria da senadora Soraya Thronicke e foi inspirada no caso de Bárbara Penna, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio que continuou recebendo ameaças mesmo após a prisão do agressor.
Inclusão de tortura na legislação
O relator, deputado Luiz Carlos Busato, incluiu no texto a alteração da Lei de Crimes de Tortura.
Com isso, passa a ser considerada tortura a submissão repetida de mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica, com pena de:
- 2 a 8 anos de reclusão
Impacto
A proposta busca reforçar a proteção às vítimas de violência doméstica, especialmente em situações em que o agressor continua praticando ameaças mesmo estando preso.
Por: Redação www.tmadicas.com.br fonte: Agência Senado

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