Irã fecha Ormuz e eleva tensão global
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| Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed |
Ameaça aos EUA pressiona mercado de petróleo
Irã retoma controle do Estreito de Ormuz
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, aumentando a tensão no Oriente Médio neste sábado (18). A medida ocorre como resposta direta ao bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.
Autoridades iranianas informaram que o controle militar da região será mantido até que as restrições impostas pelos EUA sejam suspensas.
Importância estratégica para o petróleo mundial
O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo global, sendo considerado vital para o comércio internacional de energia.
Após uma breve tentativa de reabertura na sexta-feira (17), o Irã voltou atrás e reforçou a presença militar na região. Segundo informações da agência Reuters, navios que tentaram atravessar o estreito foram interceptados, com registros de disparos de advertência.
Comboio de navios e recuo iraniano
Dados de navegação apontaram a passagem de um comboio com oito navios-tanque, marcando a primeira movimentação significativa desde o início do conflito entre o Irã e a coalizão formada por Estados Unidos e Israel.
Mesmo assim, o governo iraniano voltou a restringir o tráfego marítimo, alegando ações hostis e classificando medidas americanas como violações e “atos de pirataria”.
Ameaças de “derrotas amargas” aos EUA
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, elevou o tom ao afirmar que o país está preparado para impor “derrotas amargas” aos adversários.
Segundo autoridades militares, o tráfego marítimo voltou a ser controlado de forma rigorosa devido às ações contínuas dos Estados Unidos na região.
Papel dos EUA e risco de novo conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou anteriormente sinais positivos sobre a situação, mas alertou que os combates podem ser retomados caso não haja um acordo definitivo até o fim do atual cessar-fogo.
O Irã afirmou que havia permitido a passagem limitada de embarcações, mas voltou atrás diante da continuidade das sanções e bloqueios americanos.
Até o momento, o governo dos EUA não se pronunciou oficialmente sobre o novo fechamento do estreito.

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