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Operação Guildas Medievais combate cartel de placas automotivas
O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Guildas Medievais.
O objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por atuar na prática de:
- Corrupção ativa e passiva;
- Lavagem de dinheiro;
- Formação de cartel no setor de placas automotivas.
Segundo as investigações, o grupo atuava na fabricação e estampagem de placas veiculares na região da Zona da Mata mineira.
Grupo é suspeito de controlar mercado de placas automotivas
Conforme as apurações, os investigados atuavam por meio de diferentes núcleos, incluindo:
- Núcleo de coação;
- Núcleo contábil;
- Núcleo financeiro.
O grupo aliciava empresas do setor para participarem de um esquema de cartel, com o objetivo de controlar o mercado e restringir a concorrência.
As investigações apontam ainda que havia:
- Fixação artificial de preços;
- Manipulação da oferta de produtos;
- Controle do faturamento declarado pelas empresas.
Investigação aponta uso de “laranjas” e ameaças
Segundo o MPMG e a PCMG, os investigados distribuíam os lucros entre os participantes conforme critérios internos, como o tempo de atuação no mercado.
Há também indícios de:
- Uso de pessoas interpostas (“laranjas”);
- Lavagem de dinheiro;
- Coação e ameaças contra empresários.
Os investigadores apuram ainda a possível participação de agentes públicos no esquema criminoso.
Mandados foram cumpridos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro
Ao todo, foram cumpridos 37 mandados judiciais nas cidades de:
- Muriaé;
- Perdões;
- Ubá;
- Visconde do Rio Branco;
- Belo Horizonte;
- Rio de Janeiro.
As medidas incluem:
- 19 mandados de busca e apreensão;
- 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico;
- Oito suspensões de atividades de empresas ligadas ao setor de placas automotivas.
Médico de Ubá foi preso em flagrante
Durante a operação, um médico da cidade de Ubá, alvo das medidas cautelares, foi preso em flagrante.
As equipes apreenderam:
- Mais de R$ 30 mil em espécie;
- Computadores;
- Aparelhos eletrônicos;
- Uma arma de fogo;
- Diversos materiais de interesse das investigações.
Operação contou com apoio de vários órgãos de segurança
A ação teve apoio de:
- Gaecos de Belo Horizonte e Varginha;
- Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro;
- Delegacias Regionais de Ubá, Viçosa, Ponte Nova, Leopoldina e Muriaé;
- Equipes especializadas da Polícia Civil de Minas Gerais;
- Polícia Militar de Minas Gerais.
Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: MPMG

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