ZONA DA MATA
Justiça condena 25 pessoas a mais de 277 anos por esquema criminoso em presídios de MG
Uma investigação sobre corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no sistema prisional de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, terminou com a condenação de 25 pessoas. Somadas, as penas chegam a 277 anos, 8 meses e 10 dias de prisão, além da aplicação de multas.
Entre os condenados estão policiais penais, detentos e familiares de presos, apontados pelas investigações como integrantes ou colaboradores de grupos criminosos que atuavam dentro de unidades prisionais da região. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
As decisões judiciais são resultado de processos¾ relacionados à Operação Tabernus, deflagrada em junho de 2024 pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
De acordo com o órgão, as penas individuais variam de três a 22 anos de reclusão. Na maioria dos casos, a Justiça estabeleceu o regime inicial fechado.
Além das condenações, foram determinadas a perda dos cargos públicos dos policiais penais envolvidos e o confisco de bens relacionados às atividades criminosas investigadas.
Como funcionava o esquema criminoso nos presídios?
Segundo o Ministério Público, as investigações identificaram uma estrutura organizada que envolvia agentes públicos e integrantes de grupos criminosos.
O esquema permitia a entrada irregular de drogas, aparelhos celulares e outros materiais proibidos nas unidades prisionais.
Depois de ingressarem nos estabelecimentos, os produtos eram comercializados ilegalmente entre os detentos, gerando vantagens financeiras para os participantes.
A atuação dos envolvidos também foi relacionada a práticas de corrupção e movimentações financeiras destinadas a ocultar a origem de recursos obtidos com as atividades ilícitas.
Quais crimes foram identificados?
Os 25 condenados receberam penas por diferentes crimes identificados durante as investigações. Entre eles estão:
Corrupção;
Tráfico de drogas;
Associação para o tráfico;
Organização criminosa;
Lavagem de dinheiro;
Falsidade documental;
Uso de documento falso.
As condenações foram estabelecidas em processos que apuraram a participação de diferentes núcleos envolvidos no esquema.
Operação Tabernus foi deflagrada em 2024
A Operação Tabernus foi realizada em 11 de junho de 2024, por meio de uma ação integrada entre o Ministério Público de Minas Gerais e diferentes forças de segurança.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora.
A operação ocorreu em municípios da Zona da Mata mineira e também em cidades do estado do Rio de Janeiro.
Entre as localidades mineiras mencionadas estão:
Juiz de Fora;
Cataguases;
Goianá.
Na primeira fase da operação, foram expedidos 27 mandados de prisão e 36 mandados de busca e apreensão.
Também foram determinadas medidas de sequestro de veículos e bloqueio de valores que ultrapassavam R$ 13,3 milhões.
Quem participou da operação?
A ação contou com a participação de diferentes instituições, incluindo:
Ministério Público de Minas Gerais (MPMG);
Polícia Penal;
Polícia Civil;
Polícia Militar;
Polícia Rodoviária Federal (PRF);
Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Na ocasião, entre os alvos presos estavam um sargento do Exército, dez policiais penais e três técnicos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
O que aconteceu com os condenados?
Segundo as informações divulgadas pelo Ministério Público, a maioria dos condenados permanece presa. Outros respondem aos processos em liberdade, conforme decisões judiciais.
As sentenças também determinaram a perda dos cargos públicos de todos os policiais penais condenados, além do confisco de bens vinculados aos crimes investigados.
O resultado representa mais uma etapa dos desdobramentos judiciais da Operação Tabernus, que apurou a atuação de três núcleos criminosos relacionados à entrada e à comercialização de produtos ilícitos dentro de presídios.
As investigações resultaram em prisões, apreensões e processos que levaram às condenações agora divulgadas.
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Por redação TMA Dicas Fonte: G1
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