Senado aprova aumento gradual da licença-paternidade - texto segue para sanção presidencial

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Aumento gradual da licença-paternidade vai à sanção presidencial

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Imagem: Freepik

O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), em regime de urgência, o Projeto de Lei 5.811/2025, que amplia de forma gradual o período de afastamento do trabalho para pais segurados da Previdência Social.

Aprovado em votação simbólica, o texto será encaminhado à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta regulamenta um direito social previsto na Constituição de 1988, mas que até hoje permanecia limitado ao prazo transitório de cinco dias.

Como ficará a licença-paternidade

De acordo com o PL 5.811/2025, a licença-paternidade e o salário-paternidade terão duração gradual:

10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;
15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;
20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

O texto garante:

– Remuneração integral;
– Estabilidade no emprego durante o período;
– Regras específicas para adoção e guarda judicial;
– Previsão para famílias em situação de vulnerabilidade.

Regras da licença-paternidade

A licença será concedida ao empregado:

– Em caso de nascimento de filho;
– Em caso de adoção;
– Em caso de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente.

O benefício poderá ser suspenso, cessado ou indeferido se houver elementos concretos que indiquem:

– Violência doméstica ou familiar;
– Abandono material em relação à criança ou adolescente.

Salário-paternidade

O salário-paternidade corresponderá à remuneração integral do trabalhador, proporcional ao período de afastamento.

Cabe à empresa efetuar o pagamento, podendo solicitar reembolso, observado o limite máximo dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Microempresas e pequenas empresas também poderão receber reembolso do valor pago aos empregados.

Tramitação e apoio político

De autoria da ex-senadora Patrícia Saboya, o texto foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato.

O projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados com alterações, retornou ao Senado e foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro de 2025, antes de seguir ao Plenário.

Durante a discussão, a senadora Damares Alves afirmou que o projeto “faz justiça” e destacou que a proposta uniu direita e esquerda com apoio da sociedade civil.

Também saudaram a aprovação a senadora Augusta Brito e o senador Alessandro Vieira.

Com a aprovação, o texto segue agora para sanção presidencial.


Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: Senado

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