LEI Nº 15.397 - Penas maiores para furto, roubo e receptação entram em vigor

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Penas maiores para furto, roubo e receptação passam a valer no Brasil a partir de hoje

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Entraram em vigor nesta segunda-feira (4) novas regras que aumentam as penas para crimes como furto, roubo, receptação e estelionato, além de incluir punições mais rigorosas para crimes virtuais. A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU), alterando o Decreto-Lei nº 2.848 de 1940.

As mudanças fazem parte de uma atualização no Código Penal Brasileiro, com o objetivo de endurecer o combate a crimes patrimoniais e adaptar a legislação às novas práticas criminosas, especialmente aquelas realizadas por meios digitais.

O que muda com a nova lei

A nova legislação traz alterações importantes nas penas de diversos crimes. Veja os principais pontos:

Furto

A pena para o crime de furto passa de até 4 anos para 1 a 6 anos de reclusão

Furto de celular

O furto de celular passa a ter tratamento mais rigoroso, com pena de 4 a 10 anos de reclusão, deixando de ser considerado apenas como furto simples.

Furto por meio eletrônico

Crimes cometidos por meios digitais, como invasões e fraudes eletrônicas, passam a ter pena de até 10 anos de reclusão, ampliando o combate aos chamados crimes virtuais.

Roubo seguido de morte (latrocínio)

A pena mínima para latrocínio foi aumentada de 20 para 24 anos de prisão, reforçando a punição para esse tipo de crime considerado um dos mais graves.

Estelionato

O crime de estelionato, que inclui golpes financeiros, passa a ter pena de até 5 anos de reclusão, além de multa.

Receptação

A pena para receptação de produtos roubados foi ampliada de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos de prisão, também com aplicação de multa.

Interrupção de serviços de comunicação

A punição para quem interromper serviços telefônicos, telegráficos ou radiotelegráficos passa de 1 a 3 anos para 2 a 4 anos de reclusão.

Crimes virtuais ganham mais atenção

Um dos principais focos da nova legislação é o combate aos crimes digitais, como golpes aplicados pela internet, fraudes eletrônicas e invasões de sistemas.

Com o aumento das penas, o governo busca acompanhar a evolução das práticas criminosas, que têm migrado cada vez mais para o ambiente digital, afetando milhões de brasileiros.

Veto presidencial em trecho sobre roubo

Apesar das mudanças, o presidente vetou um trecho que previa aumento da pena para o crime de roubo com lesão grave.

A proposta original previa elevar a pena de 7 a 18 anos para 16 a 24 anos nesses casos. No entanto, o veto foi justificado sob o argumento de que a pena ficaria superior à mínima prevista para o homicídio qualificado, o que poderia gerar desequilíbrio no sistema penal.

Objetivo das mudanças no Código Penal

A atualização do Código Penal Brasileiro busca:

  • Endurecer o combate aos crimes patrimoniais
  • Reduzir a sensação de impunidade
  • Atualizar a legislação para crimes digitais
  • Aumentar a proteção à população

Especialistas apontam que o aumento de penas pode ter impacto na repressão criminal, mas destacam que sua eficácia depende também de fatores como fiscalização, investigação e aplicação da lei.

Impactos para a população

Com as novas regras, crimes comuns no cotidiano, como furto de celular e golpes online, passam a ter punições mais severas, o que pode influenciar tanto a atuação das autoridades quanto a percepção de segurança da população.

Além disso, o foco em crimes virtuais reflete uma preocupação crescente com fraudes digitais, que vêm aumentando nos últimos anos no Brasil.

Embora o impacto real da medida dependa da sua aplicação prática, a atualização do Código Penal Brasileiro representa um passo relevante na adaptação da legislação às novas realidades da sociedade.

Confira a LEI Nº 15.397, DE 30 DE ABRIL DE 2026 AQUI



Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: IG

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