CPI do INSS vai apurar voos de Vorcaro

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CPI do INSS quer investigar voos internacionais de Daniel Vorcaro

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Foto: Divulgação/Polícia Federal

A CPI do INSS deve aprofundar as investigações sobre os voos internacionais realizados por jatos executivos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A iniciativa ocorre após reportagens revelarem a movimentação das aeronaves para destinos considerados estratégicos no exterior.

Parlamentares da comissão afirmam que apresentarão requerimentos para identificar quem esteve a bordo dos aviões e qual era o objetivo das viagens.

Levantamento aponta quase 270 voos internacionais

Reportagens publicadas pelo jornal O TEMPO indicam que três jatos registrados em nome de uma empresa de Vorcaro realizaram 268 voos internacionais e 261 nacionais nos últimos dois anos.

Os dados foram obtidos por meio de cruzamento de informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da plataforma ADS-B Exchange.

Entre os destinos identificados estão locais como:

  • Mônaco

  • Dubai

  • Genebra

  • Zurique

Essas localidades são frequentemente associadas a regimes tributários diferenciados, o que despertou interesse dos membros da comissão parlamentar.

Pedido formal na comissão

O deputado federal Rogério Corrêa anunciou que protocolará requerimento solicitando informações detalhadas sobre os passageiros que acompanharam Vorcaro nas viagens internacionais.

A CPI apura possíveis irregularidades relacionadas a desvios de aposentadorias e pensões do INSS, além de conexões com o caso envolvendo o Banco Master.

Prisão e Operação Compliance Zero

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos, quando embarcaria em um Falcon 7X. Investigadores suspeitaram de possível tentativa de saída do país.

No dia seguinte, a PF deflagrou a Operação Compliance Zero, que investigou suspeitas envolvendo a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Paralelamente, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Durante a operação, foram apreendidos:

  • Joias

  • Obras de arte

  • Veículos de luxo

  • Coleção de vinhos

  • R$ 1,6 milhão em dinheiro

O Falcon 7X, avaliado em cerca de R$ 200 milhões, também foi recolhido pelas autoridades.

Aeronaves registradas em holding

Os três jatos estão registrados em nome da Viking Participações, holding sediada em Belo Horizonte e controlada por Vorcaro.

Além do Falcon 7X, também constam:

  • Falcon 2000

  • Gulfstream GV-SP

As aeronaves teriam sido adquiridas sem financiamento bancário, segundo registros públicos.

Investigação pode avançar internacionalmente

Integrantes da comissão discutem a possibilidade de diligências internacionais, incluindo coleta de documentos em Dubai, para ampliar as apurações sobre operações financeiras e movimentações internacionais relacionadas ao caso.

A CPI deve deliberar nos próximos dias sobre novos requerimentos e oitivas.


Por TMA Dicas  Fonte: O Tempo 


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