Projeto de lei propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres - Entenda

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Projeto propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres no Brasil

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Imagem: Reprodução

Proposta da deputada Coronel Fernanda prevê identificação visual em casos de violência doméstica

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou um projeto de lei que propõe o uso de tornozeleira rosa para agressores de mulheres, com identificação visual padronizada em dispositivos de monitoramento eletrônico.

A proposta foi protocolada na terça-feira (14) na Câmara dos Deputados.

O que prevê o Projeto de Lei 1.811/2026

O PL 1.811/2026 permite que a Justiça determine o uso de tornozeleiras com identificação visível, incluindo a cor rosa, em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher considerados de maior risco.

A aplicação da medida dependerá de decisão judicial fundamentada.

Objetivos da tornozeleira rosa

Segundo o texto, a proposta tem três principais objetivos:

  • Facilitar a fiscalização por autoridades
  • Reforçar a proteção preventiva da vítima
  • Inibir a reincidência de violência

A ideia é ampliar a eficácia do monitoramento eletrônico já existente.

Critérios e limites da medida

O projeto estabelece que a padronização visual:

  • Deve seguir critérios de proporcionalidade
  • Não pode gerar exposição vexatória ou degradante ao monitorado

Ou seja, a identificação visual precisa respeitar os direitos fundamentais, mesmo em casos de punição.

Quem será afetado pela proposta

A medida se aplica a:

  • Agressores enquadrados na Lei Maria da Penha
  • Pessoas já submetidas ao monitoramento eletrônico
  • Casos classificados como de maior risco, conforme avaliação judicial

O que falta para virar lei

Por enquanto, o texto ainda é um projeto de lei e precisa passar por:

  1. Análise e votação na Câmara dos Deputados
  2. Aprovação no Senado Federal
  3. Sanção presidencial

Além disso, o Poder Executivo deverá regulamentar pontos técnicos, como:

  • Nível de visibilidade da tornozeleira
  • Critérios para dispensa da identificação visual

Justificativa da proposta

Segundo a autora, a falta de padronização visual nas tornozeleiras atuais:

  • Reduz o efeito preventivo
  • Dificulta a fiscalização
  • Limita a proteção das vítimas

A proposta não cria uma nova punição, mas busca aumentar a eficácia das medidas já existentes.

Combate à violência contra a mulher segue em debate

Outras iniciativas também vêm sendo discutidas no Congresso Nacional com foco em:

  • Monitoramento mais rigoroso
  • Ampliação da proteção às vítimas
  • Prevenção da reincidência


Por: Redação www.tmadicas.com.br Fonte: ND+/ Câmara

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